Uma parafilia (do
grego παρά, para, "fora de",e φιλία, filía, "amor") é um padrão de comportamento
sexual no qual a fonte predominante de prazer não se encontra na
cópula, mas em alguma outra atividade.
Em determinadas situações, o comportamento sexual parafílico pode ser considerado
perversão ou
anormalidade.
As parafilias podem ser consideradas inofensivas e, de acordo com algumas teorias
psicológicas, são parte integral da
psique normal — salvo quando estão dirigidas a um objeto potencialmente perigoso, danoso para o sujeito ou para outros (trazendo prejuízos para a
saúde ou
segurança, por exemplo), ou quando impedem o funcionamento sexual normal, sendo classificadas como distorções da preferência sexual na
CID-10 na classe
F65 [1].
As considerações com respeito ao comportamento considerado parafílico dependem em um grau muito elevado das convenções sociais reinantes em um momento e lugar determinados; certas práticas, como a
homossexualidade ou até mesmo o
sexo oral, o
sexo anal e a
masturbação foram consideradas parafílicas em seu momento, embora agora sejam consideradas variações normais e aceitáveis do comportamento sexual.
Entretanto, há quem considere que o excesso na masturbação após a
adolescência ou o fato de alguém preferir sempre esta prática do que o contato com outro indivíduo venha configurar-se uma parafilia.
Por outro lado, o próprio conceito de parafilia tende a ser revisto já que na atualidade a ciência tem ampliado cada vez mais as variações aceitáveis do comportamento sexual, mas sem que os valores novos tenham aprovado algumas condutas ainda que acompanhadas da cópula vaginal, como é o caso das relações sexuais com crianças (
pedofilia).
Sendo assim, é impossível elaborar um catálogo definitivo das parafilias; as definições mais usuais listam comportamentos como o
sadismo, o
masoquismo, o
exibicionismo, o
voyeurismo ou o
fetichismo.
[
editar] Algumas parafilias